3
3
3












 
    33
    Sindag Mercosul
 

Congresso Sindag MERCOSUL é sinônimo de sucesso absoluto

Com 24 palestras técnicas apresentadas, o evento atraiu 981 participantes, movimentou R$ 3,9 milhões em negócios e divulgou boas notícias para o setor no Brasil

            Bons números, participantes satisfeitos, muito trabalho pela frente e ótimas expectativas para o setor. Esse é o balanço do Sindag - Congresso Mercosul de Aviação Agrícola 2008, evento promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), que reuniu, entre os dias 6 e 8 de agosto de 2008, na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, 981 pilotos, empresários, técnicos e demais profissionais do setor. O evento registrou R$ 3,9 milhões em negócios fechados em seus 62 estandes de mostra técnica. Além disso, foram projetados outros R$ 4,1 milhões em vendas de aeronaves, peças de reposição, acessórios, equipamentos para pulverização e descontaminação de defensivos, dentre outros itens.
            Houve ainda uma Tarde de Campo, com a demonstração de dois aviões equipados e voos simulando combate a pragas da lavoura e pulverizações contra o mosquito da dengue, no fechamento da programação.

            No entanto, a mercadoria mais valorizada em todo o Congresso Sindag MERCOSUL foi, como sempre, a informação. Vinte e quatro palestras movimentaram o auditório montado dentro do Centro de Convenções do Rafain Palace Hotel, local onde foi realizado o evento. Entre os temas, novas técnicas de aplicação de defensivos e resultados de pesquisas, além das perspectivas dos mercados mundial, do Mercosul e Brasileiro. Os painéis ficaram por conta de pesquisadores e estudiosos do Brasil, Argentina e Uruguai, além de técnicos vindos dos Estados Unidos. A prevenção de acidentes e novidades em aeronaves, equipamentos e combustíveis também estiveram na pauta de apresentações.
.

Empresas expositoras festejaram movimentação com muitas vendas

    Entre os participantes do Congresso Sindag MERCOSUL, a expectativa já é grande pela próxima edição do evento, marcado para junho de 2009, em Cuiabá, no Mato Grosso, principalmente por parte dos expositores. “Mais para cima no mapa, consegue-se atrair mais pilotos do Centro-Oeste e Norte, onde há uma parcela muito grande do setor”, justificou Gino Panosso, da empresa Microspin, de Jaboticabal, São Paulo, que fabrica misturadores e atomizadores para aplicação de defensivos. “Os contatos aqui em Foz do Iguaçu foram excelentes”, comemorava.

     “A movimentação foi muito boa. Tivemos algumas vendas e muitos negócios alinhavados”, contou o diretor do Centro Brasileiro de Bioaeronáutica (CBB), da paulista Sorocaba, Marcos Vilela Monteiro. Animação sentida também pelo empresário João Teclis, de Birigui, São Paulo. Dono de uma empresa que leva o seu nome, especializada em escapamentos de aviões, ele foi ao evento de olho no marketing. “Não tivemos venda, já que o nosso produto não é do tipo que se faça, por exemplo, um estoque ou tenha substituição prévia. Mas o movimento no estande foi grande e era isso que queríamos: mostrar a cara e ficar na lembrança de possíveis futuros clientes.”
Nos estandes das empresas de aviões, os sorrisos largos foram uma constante. A Aeroglobo Comércio e Serviços Aeronáuticos, representante das aeronaves norte-americanas Air Tractor, fechou a venda de um aparelho no valor de R$ 1,3 milhão, e deixou outro, de R$ 700 mil, em negociação. “O espaço da feira foi excelente, tanto pelo atendimento por parte dos organizadores, como pela disposição do local”, comentou o representante da empresa, Luiz Fabiano Zaccarelli Cunha.

                                                                                                                                  Já a Embraer Neiva, saiu do evento festejando a venda de três aviões Ipanema e de outras quatro alinhavadas, cada uma no valor médio de R$ 620 mil. “Foram duas aeronaves à álcool e uma à gasolina”, explicou o gerente comercial da empresa, Márcio Astolfi Pedro. Segundo ele, de cada 10 aviões vendidos no País, nove utilizam o biocombustível, e são as grandes vedetes da empresa.

            Já a Embraer Neiva, saiu do evento festejando a venda de três aviões Ipanema e de outras quatro alinhavadas, cada uma no valor médio de R$ 620 mil. “Foram duas aeronaves à álcool e uma à gasolina”, explicou o gerente comercial da empresa, Márcio Astolfi Pedro. Segundo ele, de cada 10 aviões vendidos no País, nove utilizam o biocombustível, e são as grandes vedetes da empresa.

Meio ambiente como argumento para abocanhar mais mercado

            Já o quesito otimismo esteve sempre aliado à perspectiva de muito trabalho para o setor. É que, além da carona na expectativa de crescimento de 5% da área plantada no Brasil até 2.013, ficou claro no evento que o setor precisa trabalhar na mudança de mentalidade por parte dos agricultores, se quiser abocanhar uma maior fatia do mercado, em relação aos métodos de aplicação terrestre de defensivos agrícolas. A meta do Sindag é passar de 10% para 12% das áreas pulverizadas no Brasil. E aí, a estratégia é aliar os argumentos de economia e da responsabilidade ambiental. Segundo o presidente do Sindag, Júlio Kämpf, um reflexo disso deverá ser o crescimento da frota de aviões agrícolas no País, dos atuais 1,2 mil aparelhos para 1.530 aeronaves, em cinco anos.
            Outro ponto mencionado por Kämpf foi o fato de que o avião também reduz o risco de disseminação de pragas entre as lavouras, já que não há contato de rodas com os canteiros, como no caso de tratores.

Aviões Agrícolas na guerra contra a dengue

           Para o diretor técnico do Sindag, Eduardo Cordeiro de Araújo, a entidade está convencida de que o uso de aviões agrícolas pode controlar em, no mínimo, 90% a proliferação do mosquito da dengue em cidades atingidas por epidemias da doença, e sem danos para pessoas, animais ou ao meio ambiente. Esse foi o tom de sua palestra durante o Congresso Mercosul de Aviação Agrícola 2008.
            Segundo o diretor técnico, aeronaves combatendo mosquitos em áreas urbanas são comuns nos Estados Unidos, Colômbia e Cuba. A simulação do que seria uma operação anti-mosquitos fez parte das demonstrações aéreas ocorridas no último dia do evento. Um avião agrícola sobrevoou a pista de pouso da Estância Hércules, no bairro Porto Belo, fazendo uma aplicação sobre o público.

Atividades paralelas sobre assuntos de interesses do setor

      Aproveitando um público que não é fácil de reunir (além do alto custo de deslocamento, depende da entressafra para estar livre) o Congresso Sindag MERCOSUL teve, paralelamente, a reunião do Comitê Aeroagrícola Privado do Mercosul, que contou com a participação de representantes de entidades do setor do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Outra atividade paralela foi a Assembléia Geral do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), reunindo cerca de 30 pilotos, que aprovaram a proposta de reajuste de 7% no salário da categoria.

 
3
3