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Ministro da Saúde recebe coitiva do Sindag

        Em Brasília, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recebeu o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Júlio Kämpf, e o engenheiro agrônomo e assessor técnico do Sindag, Eduardo Araújo, para uma reunião sobre o uso da aviação agrícola no combate a insetos vetores de doenças, como a dengue, febre amarela e malária. O encontro teve também a presença do deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS). A intenção é a realização de um projeto piloto de aplicação aérea de inseticidas com o objetivo de monitorar e combater os mosquitos transmissores de moléstias.

        De acordo com Kämpf, o Ministro foi receptivo com a idéia, que pode trazer muitos benefícios às áreas mais atingidas pelos vetores. “Conseguimos abrir as portas novamente, apresentando as vantagens da aplicação aérea em relação à terrestre”, destacou o presidente do Sindag.

        Temporão disse que vai marcar um debate técnico da proposta no âmbito do comitê externo de peritos, composto por professores e pesquisadores, que devem analisar a eficácia e a viabilidade de adotar tal procedimento. Ao final da reunião, Heinze expôs ao ministro que o sindicato utiliza técnicas seguras e produtos aprovados pelo Ministério da Saúde e que podem contribuir para debelar possíveis epidemias, como a atual. O presidente do Sindag também reforçou que a aviação agrícola brasileira possui mais de 1.200 aeronaves, além de pessoas treinadas e equipamentos modernos e adequados, capazes de auxiliar nos trabalhos de saúde pública.

        O combate a mosquitos por meio da aviação baseia-se na aplicação de inseticidas químicos diretamente sobre as áreas infestadas. O produto aplicado trata se de uma substância de baixa toxidade e em baixíssimas dosagens, para que não prejudique pessoas e a fauna. “O produto ainda deve ter baixa volatilidade para que não haja perdas por evaporação e, principalmente, deve estar registrado no Ministério da Saúde para aplicação urbana e domiciliar”, destaca Araújo. Ele lembra que os produtos usados por via aérea são iguais ou muito semelhantes àqueles que já são aplicados rotineiramente via terrestre. “Difere apenas a forma de aplicação. Ao aplicar tais produtos, o avião voa a uma altura de cerca de 50 metros, cobrindo larguras de faixa de 100 metros ou mais, o que torna a aplicação extremamente rápida e eficiente”, afirma o especialista.

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